BRINDES ESTÃO MAIS CAROS PARA AGRADAR CLIENTES E FORNECEDORES
Data: 13/12/2007 06:24:21 [733 Palavras]
Publicação: Gazeta Mercantil (Brasil)
Idioma: Português-Brasil
Autor: Gazeta Mercantil
São Paulo, 13 de Dezembro de 2007 – Entre as inúmeras ferramentas de marketing que as empresas utilizam, a distribuição de brindes de final de ano é uma das que mais cresce. “Nos últimos cinco anos, esse mercado vem crescendo de 8% a 10%”, comenta o diretor da Bríndice, editora especializada no setor, Luiz Roberto Salvador. “Um dado importante é que tem crescido também a distribuição de brindes em eventos, lançamentos de produtos e datas comemorativas, além do final de ano, que representa cerca de 43% do volume de vendas de brindes” , completa Salvador.
Segundo ele, há 20 anos o mercado possuía cerca de 800 empresas produtoras de brindes; hoje são mais de 4,3 mil empresas, a maioria considerada pequenas e médias. Entre elas está a Bic Graphic, divisão da Bic especializada na elaboração de brindes personalizados para empresas.
“Cada vez mais as empresas nos procuram durante o ano todo para a confecção de brindes. Não há dúvidas de que o brinde passou a ter um papel importante para as companhias não só no final do ano”, afirma o diretor-geral da Bic Graphic Brasil, Leandro Schultz. Segundo o executivo, o primeiro semestre responde por 40% do volume de vendas, enquanto que o segundo semestre fica com os 60% restantes.
Como não poderia deixar de ser, o destaque fica para as canetas. “São diferentes modelos, com diferentes preços”, diz Schultz. Além delas, a empresa produz lápis de resina em diversos formatos, como coração e até mesmo carro, lanternas de bolso e blocos adesivados. “Um dos destaques é a qualidade de impressão que oferecemos ao cliente, o que permite rotular a caneta, imprimir em alto-relevo, com aroma, brilhante e metálica.
Seguindo a tendência de crescimento do mercado, a Bic Graphic registrou um crescimento de 15% em 2007 e hoje representa 10% do faturamento da Bic no Brasil. “Nos planos da empresa para 2008 está a ampliação do portfólio de produtos com 15 lançamentos”, afirma Schultz.
PRINCIPAIS CLIENTES
Entre os principais segmentos consumidores de brindes estão o hoteleiro, farmacêutico e automobilístico. Já entre os brindes mais procurados está a caneta slim click – um modelo desenvolvido no Brasil em parceria com a DuPont. “Os produtos mais vendidos na empresa são as canetas e os lápis”, revela o executivo.
Uma outra característica do setor de brindes é a diversificação de produtos. “Há brindes para todos os gostos e também para todos os bolsos”, diz Salvador, da Bríndice. Mas isso não impede que a cada ano um determinado brinde seja eleito como o de mais sucesso. De acordo com Salvador, em 2007 o item com mais encomendas é o “pen drive” (dispositivo de armazenamento). “Mas a agenda continua sendo imbatível no final de ano. Ela lidera o ranking na preferência das empresas.”
A Bríndice realizou uma pesquisa com 980 empresas do setor e também compradoras. Entre os destaques nos resultados está o aumento no valor unitário dos brindes. Cerca de 40% das empresas entrevistaram afirmaram que terão um gasto acima de R$ 30 por unidade, os outros 40% gastarão entre R$ 5 e R$ 20, e os 20% restantes vão gastar até R$ 5 por brinde. “Isso mostra a importância que o brinde conquistou na estratégia das empresas de relacionamento com fornecedores e clientes”, afirma salvador.
MAIOR DEMANDA
Ainda segundo dados da pesquisa, 85% das empresas ouvidas vão oferecer brindes no final de ano. “Há alguns anos, esse índice não ultrapassaria os 50%”, complementa Salvador. Um exemplo dessa preocupação estão nos itens mais vendidos pela Só Marcas Brindes. São quites de churrasco, mochilas esportivas, quites de vinho, conjunto para queijo e petiscos, itens com um custo mais elevado do que canetas e chaveiros. A empresa registrou um aumento de 10% no volume de vendas este ano e o preço unitário dos brindes pode chegar a R$ 50. Esse aumento no valor do brinde sinaliza que as empresas estão cada vez mais preocupadas em impressionar clientes e fornecedores. “Muitas empresas experimentaram os produtos chineses, que invadiram esse mercado”, comenta Schultz da Bic. “Mas depois perceberam que nesse segmento o que importa é a qualidade do brinde oferecido, uma vez que é a marca ou o nome da empresa que está impresso, isso é, que assina o presente”, continua o executivo. Outra preoupação é deixar os brindes com a impressão da marca cada vez mais discreta, o que aumenta a qualidade visual e estimula o uso.
(Gazeta Mercantil/Caderno C – Pág. 5) (Sheila Horvath)